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sábado, outubro 13, 2012

Governo mantém 'travão' no aumento do IMI



A cláusula de salvaguarda geral do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) afinal deverá continuar em vigor, com o Governo a não apresentar alterações no Orçamento, ao contrário do que havia indicado o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

Na semana passada, o ministro das Finanças anunciou que o Governo pretendia eliminar a cláusula de salvaguarda geral do IMI aprovada pelos grupos parlamentares do PSD e CDS-PP em Novembro de 2011, que limitava os aumentos do IMI derivados da subida do valor patrimonial dos imóveis.
Numa versão preliminar da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2013 a que a agência Lusa teve acesso esta revogação não foi incluída, tal como havia avançado esta tarde o líder do CDS-PP nos Açores e vice-presidente nacional do partido, Artur Lima, que garantiu que o aumento do IMI continuaria a ter uma "cláusula de salvaguarda" para as famílias mais pobres, e que seria faseado no tempo.
"Vai haver uma cláusula de salvaguarda, que vai permitir que as famílias de mais baixos recursos, que as rendas mais baixas, que os mais pobres, não sintam o aumento do IMI", frisou, dizendo que já falou com o líder do CDS-PP, Paulo Portas, "depois de 20 horas de Conselho de Ministros".
No dia 3 de Outubro, na apresentação que fez com as alternativas às mexidas na Taxa Social Única, Vítor Gaspar tinha anunciado o fim do regime transitório, passando 2013 a ser o primeiro ano em que se reflectiria o aumento da base tributável por via da avaliação geral dos prédios, que tem vindo a decorrer, e que para além disto "é eliminada a cláusula de salvaguarda geral, de modo a antecipar este efeito para a generalidade dos proprietários""
Esta cláusula foi aprovada após proposta conjunta do PSD e CDS-PP no Parlamento, criando um regime transitório, que se deveria manter em vigor durante três anos, introduzindo um 'travão' ao aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que viesse a ocorrer depois de efectuada a reavaliação do valor patrimonial dos imóveis.
Como a avaliação deveria incidir sobretudo sobre prédios urbanos que ainda não foram transaccionados desde que o Código do IMI entrou em vigor (em 2003), e como tal não voltaram a ser reavaliados, muitos destes prédios devem ver o seu valor patrimonial aumentar. E assim também aumentará o IMI a pagar pelos seus proprietários já que é sobre este valor patrimonial que depois incidem as taxas de imposto.
Para atenuar os efeitos deste mais que provável aumento, a maioria PSD/CDS-PP decidiu propor e aprovar durante a discussão parlamentar na especialidade do Orçamento Rectificativo de 2011 um regime de salvaguarda, que limitava o imposto a pagar em 2013 e 2014 pela posse dos imóveis, relativo a 2012 e 2013, ao maior de dois valores: ou 75 euros, ou um terço do aumento que existe face a uma situação em que não tinha havido reavaliação.
Ou seja, um imóvel que em 2012 pague 400 euros de IMI e, face à reavaliação venha a pagar 1000 euros, o seu proprietário, em 2013 apenas irá pagar 600 euros, ou seja, os 400 que já pagava mais um terço do acréscimo total de 600 euros que resulta da reavaliação.
A proposta do PSD e do CDS-PP previa ainda uma atenuante para as famílias cujos rendimentos se situam no primeiro escalão de IRS (com rendimento colectável até 4.898 euros). Neste caso a pessoa ou o agregado familiar com este rendimento que tenho de pagar mais IMI sobre um imóvel devido à reavaliação, o aumento fica limitado a 75 euros, independentemente do valor do aumento que resulte da reavaliação.

quinta-feira, outubro 11, 2012

Orçamento Conheça os novos escalões de IRS

O primeiro escalão de IRS vai subir de 11,5 para 14,5%. Segundo avança o Diário Económico, esta é uma das medidas inscritas na proposta do Orçamento do Estado para 2013.


Começam a ser conhecidas as medidas em detalhe do Orçamento do Estado para 2013. Segundo avança a edição online do Económico, o Governo vai aumentar o primeiro escalão do IRS para os 14,5%. Isto significa um agravamento de três pontos percentuais em relação ao que está estipulado hoje em dia.
O mesmo jornal publicou uma versão preliminar do Orçamento onde estão os diferentes escalões. Até sete mil euros, o valor a pagar será de 14,5%. Quem tiver rendimentos entre sete a 20 mil euros, a taxa sobe para 28,5%. Já quem reunir entre 20 a 40 mil terá um IRS de 37%, que depois sobe para 45% para rendimentos entre 40 a 80 mil euros. O escalão mais elevado terá uma taxa de 48%, para valores superiores a 80 mil euros. Para estes rendimentos mais elevados mantém-se a taxa de solidariedade de 2,5%.
Além do reescalonamento do IRS, o Governo introduz no Orçamento para o próximo ano ainda uma sobretaxa de 4% sobre os rendimentos auferidos em 2013. Este pagamento vai ser feito mensalmente ao longo do próximo ano, através das retenções na fonte pela entidade patronal.
O Conselho de Ministros aprovou a proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano esta madrugada, numa reunião que durou cerca de 20 horas. O documento vai ser entregue no Parlamento dia 15 de Outubro, segunda-feira.

sábado, outubro 06, 2012

Austeridade Brutal aumento de impostos vai afectar 1,5 milhões de famílias

Brutal aumento de impostos vai afectar 1,5 milhões de famílias
Já a partir de Janeiro do próximo ano, revela o Correio da Manhã, 1,5 milhões de famílias portuguesas vão começar a sentir o brutal aumento da carga fiscal, anunciado quarta-feira pelo ministro das Finanças. Com a subida de 34,69% da taxa efectiva de cobrança do IRS, por exemplo quem ganha mais de 1500 euros líquidos por mês vai perder mais de um salário.

A forma encontrada pelo Governo para compensar a proposta da Taxa Social Única (TSU) foi mais um aumento da carga fiscal para os trabalhadores. A partir de dia 1 de Janeiro do próximo ano, a cobrança de IRS vai passar dos actuais 9,8% para 13,2%.
Esta subida de 34,69% na taxa efectiva de cobrança do IRS vai afectar mais de 1,5 milhões de famílias, ao mesmo tempo que representará para o Governo uma receita de dois mil milhões de euros, avançou ontem [quarta-feira] o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.
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Assim sendo, acrescenta o Correio da Manhã, o castigo fiscal para a classe média começa com salários muito baixos. Se não vejamos: dos dois milhões de famílias que pagam IRS, a maior parte (mais de 421 mil) encontram-se nos escalões de rendimentos situados entre os 19 mil e os 27 500 euros brutos/ano, ou seja salários entre os 1357 e ao 1964 euros mensais, a que acresce a taxa de IRS entre os 13% e os 19% e o desconto para a Segurança Social (11%).
O que na prática significa a perda de mais de um salário. Sendo que, daqui para cima o efeito do agravamento fiscal é exponencial.

Imposto Rendimentos acima de 80 mil euros vão pagar IRS máximo

O último escalão de IRS vai apanhar, em 2013, os rendimentos colectáveis acima dos 80 mil euros anuais, bRendimentos acima de 80 mil euros vão pagar IRS máximoem abaixo do limite actual de 153,3 mil euros, avança hoje o Jornal de Negócios.



O Jornal de Negócios escreve hoje que no próximo ano o último escalão de IRS vai apanhar os rendimentos colectáveis acima dos 80 mil euros anuais, um valor bem abaixo do limite actual de 153,3 mil euros. O jornal adianta que neste escalão a taxa marginal máxima passará dos actuais 46,5% para os 48% a que se somam 2,5% de contribuição de solidariedade, que se mantém, e ainda mais 4% de sobretaxa extraordinária.
De acordo com o Jornal de Negócios, o agravamento do IRS pode chegar a levar dois salários.
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O jornal indica que saber que valor de rendimento bruto corresponde a um rendimento colectável de 80 mil euros por ano depende de dois factores, por um lado, do tipo de rendimento em causa, ou seja, se é trabalho dependente, pensões ou outros, e, por outro lado, do número de titulares com rendimentos no agregado familiar.
Apesar de cada caso ser um caso, o último escalão de IRS vai englobar remunerações de trabalho dependente iguais ou superiores a 90 mil euros brutos anuais (o equivalente a 6,4 mil euros mensais), de acordo com cálculos do Jornal de Negócios. 

Governo Subsídio da Função Pública será pago em 12 meses


O Governo liderado por Passos Coelho vai pagar um subsídio aos funcionários públicos em 2013, que este ano perderam dois, o que não vai implicar o pagamento do subsídio de férias ou de Natal, mas antes a distribuição do valor de um dos subsídios pelos doze meses do ano, avança esta quinta-feira o Jornal de Negócios.
ECONOMIA
Subsídio da Função Pública será pago em 12 meses
DR
O ministro das Finanças Vítor Gaspar anunciou ontem que “será devolvido um subsídio aos funcionários públicos e 1,1 subsídios aos pensionistas e reformados”, e o Jornal de Negócios avança hoje que esta devolução não implica o pagamento do subsídio de férias ou de Natal, mas sim a distribuição do valor de um dos subsídios pelos doze meses do ano, de uma forma autónoma do salário. Era isto que estava previsto, de resto, num cenário de aumento da taxa social única (TSU).
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Ao falar em conferência de imprensa, ontem, Vítor Gaspar admitiu alterar os “detalhes” desta proposta que entrará em vigor em 2013, acompanhada por um “enorme” aumento de impostos, conforme assumiu o ministro das Finanças.
Contudo, e apesar do agravamento da carga fiscal, Vítor Gaspar considerou que a “esmagadora maioria” dos funcionários públicos e pensionistas que sofreram cortes em 2012 “ficará melhor que em 2013”. 

quarta-feira, outubro 03, 2012

Austeridade Governo reduz escalões de IRS de oito para cinco e cria sobretaxa de 4%


O Governo vai reduzir o número de escalões de IRS dos actuais oito para cinco, fazendo com que a taxa média efectiva do imposto passe de 9,8% para 11,8%, anunciou o ministro das Finanças. Além disso, Vítor Gaspar revelou que será criada uma sobretaxa em sede de IRS de 4% sobre o rendimento colectável de 2013.
ECONOMIA
Governo reduz escalões de IRS de oito para cinco e cria sobretaxa de 4%
DR
O ministro das Finanças anunciou hoje, em conferência de imprensa, as novas medidas de austeridade que vão compensar as alterações na Taxa Social Única (TSU) e o corte dos subsídios de férias e de Natal na esfera do Estado chumbado pelo Tribunal de Contas.
Vítor Gaspar revelou que “o número de escalões de IRS será reduzido dos actuais oito para cinco”, sublinhando que, no novo regime, o Governo teve “a preocupação de manter os limites mínimos actuais para proteger mais de dois milhões de famílias”. Com estas alterações, explicou o governante, a taxa média efectiva do imposto passa de 9,8% para 11,8%. “Quanto maior o rendimento maior a taxa média de imposto”, frisou.
O ministro das Finanças adiantou também que será criada uma sobretaxa em sede de IRS de 4% sobre o rendimento colectável dos contribuintes de 2013, à semelhança do que aconteceu em 2011, quando foi aplicado um corte de metade do valor do subsídio de Natal acima do ordenado mínimo nacional.


"Quando se considera o efeito da sobretaxa, a taxa média efectiva do IRS aumenta para 13,2%", adiantou Gaspar.
A redução do número de escalões do IRS e a sobretaxa de 4% servirão também para compensar a devolução de um subsídio aos funcionários públicos e de 1,1 subsídios aos pensionistas e reformados em 2013.