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sexta-feira, outubro 14, 2011

Metade dos funcionários públicos perde 22% do poder de compra


Os funcionários públicos continuarão a ser nos próximos anos quem mais vai pagar a factura da austeridade exigida aos portugueses pelo Governo. Sem contar ainda com o impacto que o agravamento de alguns impostos terão nos rendimentos, metade dos funcionários públicos vai perder, em média, 21,6% do poder de compra em 2012 e 2013, em comparação com o período pré-ajustamento.
O principal responsável por esta redução drástica do rendimento disponível foi a medida anunciada ontem por Pedro Passos Coelho de eliminar nos próximos dois anos o subsídio de Natal e de Férias dos funcionários públicos que recebam mais de mil euros. Só aqui, regista-se uma perda de 14,3% do rendimento ao final do ano. Se for acrescentando o corte salarial médio de 5% que está a ser aplicado este ano e que se estenderá a 2012 e 2013, a contracção é ainda maior. Por último, contabilizando a inflação – estimada em 2,3% em 2012 – a perda de poder de compra ascende a quase 22% face a 2010. Falta ainda contabilizar o impacto que terão as alterações ao IRS, nomeadamente nas deduções, os aumentos do IVA em bens essenciais, electricidade e gás, bem como as subidas de IMI, ISP e outros impostos especiais sobre o consumo.

terça-feira, outubro 04, 2011

Encerramento de 140 serviços de finanças




O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais reunido com o Sindicato dos trabalhadores dos Impostos, anunciou o encerramento de 140 serviços de finanças, 70 dos quais serão encerrados no decurso de 2012 e outros tantos em 2013, devendo os funcionários serem reafectados a outros serviços como as Lojas do Cidadão ou à Inspecção Tributária.

II Fórum Fiscalidade - OTOC/Diário Económico

Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC)


A Ordem e o Diário Económico organizam no próximo dia 27 de outubro, no Sheraton Hotel, no Porto, o II Fórum Fiscalidade. «A Fiscalidade como Fator de Competitividade dos países» e «objetivos fiscais do Orçamento de Estado para 2012», são os temas em debate. Está confirmada a presença de Algirdas  Semeta, comissário europeu para os assuntos fiscais, e do Bastonário da Ordem, Domingues de Azevedo.
Os membros podem aceder ao evento mediante o pagamento de 20 euros.
Para efeitos do controlo de qualidade são atribuídos aos membros presentes 6 créditos.
As inscrições estão abertas para TOC e público em geral.



Para consultar mais ---»»»  http://www.otoc.pt/index.php

Um imposto saudável - Taxar alimentos pouco saudáveis ganha adeptos na Europa


A Dinamarca criou uma taxa específica para alimentos com mais gordura. A "fat tax" começa a ser replicada noutros países da Europa, em produtos ricos em açúcar ou cafeína, por exemplo.
A ideia de taxas extra em produtos não saudáveis está a ganhar adeptos pela Europa. A ideia vem no seguimento de uma lei já aplicada na Dinamarca onde os consumidores pagam um imposto extra sobre os alimentos que contém mais de 2,3% de gordura saturada.
foto LEONARDO NEGRÃO/GLOBAL IMAGENS
Taxar alimentos pouco saudáveis ganha adeptos na Europa
Pizzas também estão na mira dos impostos
Tudo, desde leite a óleos alimentares, carnes e refeições pré-cozinhadas como pizzas vão ser abrnagidos pela nova taxa. O encaixe financeiro extra vai servir para financiar medidas de combate à obesidade.
Recentemente, a Hungria impôs taxas sobre produtos com elevados níveis de açúcar, sal, hidratos de carbono e cafeína.
Apesar do imposto, os sinais da ofensiva à obesidade não se fazem notar na Dinamarca. Buch Jensen, dinamarquês disse ao "The Guardian" que os dinamarqueses são "grandes adeptos de manteiga".
"Conhecendo os dinamarqueses, isto pode ter o efeito oposto. É como as crianças, quando mais lhe dizemos para não fazerem algo, é quando elas têm mais vontade de o fazer", acrescentou Jensen.

IRS - Categorias de Rendimentos versus Impressos




Recapitulando,

Os rendimentos não são todos iguais. Diferem, claro, no valor, mas também na sua natureza. E para cada um deles, as Finanças criaram impressos (em papel ou virtuais) diferentes. Quanto maior é a diversificação, mais papelada é necessária.

Os rendimentos mais comuns são os da Categoria A, onde se incluem as pessoas que têm apenas rendimentos de trabalho dependente. Seguem-se a Categoria H, para quem tem apenas pensões.
Se se enquadra numa destas categorias, “arruma” o IRS, com o preenchimento do Modelo 3, do Anexo A e quando muito do Anexo H, que é exactamente aquele em que pode especificar as deduções e benefícios fiscais. Para os reformados, os impressos são os mesmos. E estes são também as únicas categorias de contribuintes que entregam a declaração na primeira fase.
Se tem outras fontes de rendimento, a tarefa é mais demorada. As rendas de imóveis têm de ser descritas no Anexo F (rendimentos prediais) e os ganhos das mais-valias bolsistas e outros incrementos patrimoniais no Anexo E (rendimentos de capitais).
Desde 2010 que as mais-valias bolsistas deixaram de gozar de isenção, passando a ser taxadas a 20%. Já pela mão deste Governo, esta taxa liberatória foi alinhada com todas as outras (nomeadamente a que incide sobre os depósitos a prazo) e subiu para 21,5%.
Os pais que paguem pensões de alimentos (cujo limite máximo passou a ser de 1048,05 euros) a dependentes devem também menciona-las no Anexo A.
Em resumo concluindo importa reter que:
A 1ª fase do IRS é apenas para os rendimentos de trabalho dependente e pensões


Pensamento do dia - A Crise e o IRS



 

Concluí que a minha filha desempregada e o meu filho dentista com falta de clientes (ambos divorciados) têm de intentar acções judiciais contra mim, para eu ser CONDENADO a pagar "alimentos" (no sentido legal do termo) aos meus netos. Porque, com uma sentença judicial, eu posso descontar essas despesas no IRS e, se ajudar voluntariamente, não posso.
> Se encontrar uma saída, transmito-a a todos os avós. »
>
> Juiz-Conselheiro (Jubilado) Mário Araújo Ribeiro